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O cartunista Francisco Braga, um ativista cultural e artista dos mais completos que já conheci, veio diretamente do Rio de Janeiro, onde mora atualmente, para lançar sua obra mais recente, o livro “Cronicas do cartunista Francisco Braga”. A ideia de vir ao Acre tem razões a perder de vista. Primeiro, Rio Branco é a cidade onde ele morou mais tempo, depois de sair de sua terra natal, Fortaleza, no Ceará. Segundo, aqui ele trabalhou nos principais jornais e fez incontáveis amizades e parcerias com artistas da música e do teatro, sempre escrevendo. Escolheu aqui, diz ele, também, porque precisava pagar alguns botecos que ficou devendo ao embarcar para a Cidade Maravilhosa, há 10 anos, na companhia da única mulher que fez o coração desse poeta elastecer, a jornalista Soraia Pereira, de saudosa memória. Braga é artista de primeira grandeza, daqueles muitos que o Ceará produz, mas não é mais apenas um cidadão cearense, daqueles “macho vei”. Braga é do Brasil e, principalmente, dos acreanos. O livro dele, com um apanhado de crônicas que escreveu sobre personagens da região, é a cara do escritor e seu estilo debochado de encarar a vida. Na capa simples, em papel de cartolina, um espelho daqueles antigos, em formato elíptico, faz o leitor primeiro refletir sobre si mesmo. Valeu, Braga! Volte sempre ao nosso Estado.