A Associação de Parentes e Amigos dos Dependentes Químicos (Apadeq), que já foi referência no Acre na recuperação de doentes pelo vício, está praticamente de portas fechadas. Funcionários foram dispensados e a ala feminina, por exemplo, sobrevive com a ajuda de voluntários. Idealizada pelo médico e ex-deputado estadual Donald Fernandes, a Apadeq vem perdendo força ao longo dos anos pelo desinteresse geral, segundo o atual diretor, Antonio Balica.
Ao longo das duas últimas décadas a Apadeq conseguiu recuperar dezenas de pessoas que chegaram lá adoecidas pela dependência química, que pode ser de drogas ilícitas, como o álcool, até as ilícitas, como a cocaína, maconha e craque. O diretor atual não tem números exatos, porque a Apadeq mantêm o compromisso de não expor pessoas vítimas das drogas, assim como algumas ajudas que recebe, de pessoas que fazem questão de ficar no anonimato.
O diretor Antonio Balica reclama da situação atual, mas não faz acusação a ninguém. Diz que a entidade vai se virando como pode contando com algumas ajudas, inclusive de pessoas que decidiram trabalhar de graça pelo próximo. “A situação não é boa, mas nós vamos fazendo nossa parte”, disse Balica ao AgoraAcre.com.br.

 

O QUE É A APADEQ

A Apadeq é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos e sem conotação política ou religiosa. São quase 20 anos contribuindo com o auxílio aos dependentes químicos do Acre. O bom desempenho da Apadeq já foi reconhecido nacionalmente através do certificado de “Mérito pela Valorização da vida 2004”. A estrutura da Apadeq possui escritório para trabalhos técnicos, administrativos e ambulatorial, destinado aos pacientes dependentes químicos e seus familiares; dois Centros de Recuperação para internação de dependentes, um masculino, um feminino no município de Rio Branco, para atender todo Estado do Acre, e também os grupos de mútua ajuda e acompanhamento para usuários de drogas e seus familiares.