O novo ministro da Educação do Brasil, Carlos Decotelli, conheceu o Acre no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Ele foi contratado à época pelo então presidente do Banacre, Jorginei Ribeiro, para fazer consultorias na agência do Banco no Rio de Janeiro, mas foi trazido a Rio Branco com objetivo de iniciar o processo de criação das letras do tesouro do Estado. Não foi possível porque, segundo o próprio Jorginei, era um período de muita variação da economia, mas ele deixou sua marca de competência por aqui. Era um jovem ainda, mas já doutor em economia. “Ele é um gênio, humilde e de grandíssima capacidade intelectual. Só não havia sido melhor aproveitado em outros governos, provavelmente por sua cor negra, porque capacidade, nunca lhe faltou” testemunha o advogado Jorgenei Ribeiro.

CONHEÇA MAIS O NOVO MINISTRO

Segundo seu perfil escrito no site do FNDE, Decotelli é financista, professor e coautor de livros de administração bancária e financeira. Tem doutorado em administração financeira pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina) e pós-doutorado na Bergische Universitat Wuppertal, na Alemanha, também de acordo com o órgão.

A Agência Brasil destaca que ele participa do governo Bolsonaro desde a transição e atuou como professor nas Forças Armadas. Também tem passagem como docente por universidades como a Fundação Dom Cabral e a FGV.